domingo, 21 de setembro de 2014

Ponto de vista de um garoto apaixonado

Eu estava na casa da melhor amiga da minha mãe, como todo domingo. Elas são amigas desde a pré-escola. E sou o melhor amigo e totalmente apaixonado pela filha da amiga da minha mãe.
Neste dia, como de costume eu estava com meu celular, e reparo um movimento na entrada do corredor, levanto os olhos do celular e lá esta ela. Ela estava usando uma blusa de sair e uma bermuda de academia florida, provavelmente dormiu durante a festa de ontem. Seu cabelo estava bagunçado pelo travesseiro, seus olhos menores que o normal por causa do sono e com olheiras pela maquiagem. Ela estava magnífica. Calmamente ela andou até a poltrona e se sentou com perna de índio. Dei-lhe um sorriso e esta retribuiu.
Passado um tempo nossas mãe nos deixaram sozinhos em casa, pois foram fazer compras e como não estava nem um pouco afim de ficar andando acabei ficando com a menina que amo. Ela se levanta e vai ao banheiro, como estou sozinho na sala volto a usar o celular. Ela sai do banheiro com a face limpa da maquiagem e com o cabelo penteado. Como eu adoro o modo como o cabelo emoldura seu rosto. Conversamos por um tempo na sala até ela me chamar para ver o seu quarto novo. Tudo esta perfeitamente organizado. Sento-me na cama e a observo pegar alguns de seus livros. Após alguns títulos serem falados vejo seus olhos brilharem ao me mostrar a sua trilogia favorita, Divergente, sua face se ilumina com um largo sorriso. Ela vai ao quarto de sua mãe, pegar roupas, pois íamos a praia. Até hoje me lembro de uma vez que fomos com nossos amigos a praia.
No dia em que sua mãe finalmente a deixou sair com seus amigos e eu, fomos a uma praia. Estava um sol lindo e ela ainda estava com sua blusa. Fiquei um bom tempo tentando convencer ela a tirá-la, mas ela sempre me falava que não tinha corpo para ficar de biquíni na praia, que estava gorda, sendo que ela tem um corpo perfeito. Após muito esforço, ela tira a blusa, mas cobre sua barriga com os braços. Quando finalmente escolhemos um lugar para parar, pego os braços dela de modo que fiquem para trás, deixando seu corpo a mostra enquanto carrego-a para água. Ela grita e rir, mas depois desiste. Nos dois fizemos ginástica artística por seis anos, mas paramos, pois sofríamos bullying por isso, agora ela faz balé e eu vôlei de praia, e somos lideres de torcida de nossa escola. Na praia brincamos e rimos até tarde.
Volto do meu devaneio quando escuto alguém a chorar, vou até o quarto da mãe dela e a encontro no chão chorando, dou uma pequena corrida até ela e me sento no chão, ela rasteja até mim e me abraça, sei que está chorando por causa de sua avó. Ficamos abraçados por um longo tempo, até eu perceber que ela dormiu, como ela é pequena e leve, carrego-a para o seu quarto e coloco-a na cama. Quando estou me virando para sair, ela segura-me pelo pulso e pede para eu deitar com ela. Assim que eu deito ela se aconchega em meu peito, essa sensação é tão boa que acabo adormecendo junto. Acordo escutando alguns sussurros como “Sabia que eles dois iam dar em alguma coisa”, “Ela sempre me falava dele com um carinho” e “Eles são tão fofos juntos”. Admito que isso me deixou muito feliz, mas também desconfortável, me ajeito na cama e rapidamente todos se afastam. Viro-me para ela e dou um beijo em sua testa. Às vezes agíamos como namorados, outras como irmãos e outras como melhores amigos. Por isso eu nunca consegui saber se ela sente por mim o que eu sinto por ela, mas hoje isso mudou e eu tive certeza.  Quando eu estava de olhos fechados, senti ela levantar a cabeça de meu peito levemente, como se não quisesse me acordar, senti ela sorrir e num sussurro dizer “Eu te amo”, e sem querer sorri, abro os olhos e lá estava a cena mas linda que eu já vi em toda minha vida, ela estava com o rosto vermelho de vergonha. E então eu reuni coragem e também lhe sussurrei “Eu te amo”, quando termino essa pequena frase um sorriso ilumina o rosto dela e o meu, dou um leve beijo em seus lábios e ela volta a deitar a cabeça em meu peito.

Como eu amo essa menina.